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Terremoto na Turquia

Os impactos econômicos podem ultrapassar US$1 bilhão.



Somente em 2022, a Turquia registrou mais de 20.000 terremotos. Destes, a grande maioria não excedeu a magnitude 4 na escala de Richter, de acordo com os dados da agência nacional de emergência (AFAD). Já o epicentro do primeiro tremor, de 7,8 de magnitude, que ocorreu na madrugada desta segunda-feira (6), foi identificado em uma área relativamente próxima da superfície (cerca de 18 km)causando sérios danos aos edifícios e mais de 3 mil mortes, até o momento.


O US Geological Survey (USGS) dá 78% de chance de que o impacto econômico do terremoto chegue a mais de US$ 1 bilhão. De acordo com o Blog Sonho Seguro (Leia a matéria completa aqui), a penetração de seguros está aumentando na Turquia e há capital de resseguro em risco para este evento. No entanto, é provável que a maior parte da perda econômica desse terremoto devastador não seja protegida, resultando em perdas para a indústria de seguros e talvez de resseguros relativamente pequenas em comparação.




Seguro Rural na Turquia


Os esforços de estabelecimento de um sistema de seguros na Turquia datam de 1957. Porém, foi a partir de 2005 com o advento do “Ato do Seguro Rural”, abriu-se espaço para a construção de um sistema nos moldes das parcerias público-privadas (PPP). A entidade criada, o TARSIM, tem participação tanto do governo (no quadro de diretores) quanto das seguradoras privadas, que possuem fatias idênticas na entidade.


O quadro de diretores é responsável pela criação das diretrizes e princípios da empresa, enquanto as empresas privadas se encarregam da operacionalização do seguro no país, que vai desde a criação de novos produtos, monitoramento e auditoria, pesquisa, base de dados, treinamentos etc. Todo o prêmio coletado é direcionado ao TARSIM, que operacionaliza o sistema de subsídio e o pagamento das indenizações.


Em caso de sinistralidade muito alta registrada pelas companhias de seguro, é possível a operacionalização de resseguro por parte da própria entidade, relegando o excedente de indenizações ao mercado de resseguros nacional e internacional. Em último caso, o governo atua com um suporte financeiro do tipo excess-of-loss19, garantindo recursos financeiros num montante previamente definido pelo Ministério da Economia com o intuito de garantir a sustentabilidade financeira do sistema de seguros.


Em 2019 foram coletados $342 milhões em prêmios, destes, 52% foram subvencionados, com 24 seguradoras privadas operam o seguro rural no país, cobrindo um total de 2,5 milhões de hectares (6% da área agropecuária).

Os principais produtos comercializados são os seguros agrícolas de riscos nomeados, em especial para os riscos de granizo e geada. Destaque também para o seguro pecuário, que concentra 27% do total dos prêmios coletados.



Fonte: Resultado do Estudo " Seguro Rural no Mundo e Alternativas para o Brasil", elaborado pela Agroicone, que você encontra AQUI.


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