Micotoxinas podem causar mortes no rebanho bovino.

Atualizado: 1 de Fev de 2019


Um país tropical como o nosso favorece o desenvolvimento e a proliferação da maioria dos fungos ligados a produção de micotoxinas com importância na agropecuária. Um dos possíveis problemas encontrados na alimentação de bovinos, por exemplo, é a presença desses compostos tóxicos que se desenvolvem nos alimentos que compõem a dieta, principalmente milho e soja. Os efeitos destas substâncias representam uma preocupação constante, podendo até, levar os animais a óbito.


As condições ambientais como temperaturas muito elevadas, umidade e por todas as causas de “stress” que as culturas possam vir a sofrer ao longo do período do cultivo, determinam a capacidade do fungo de infestar a planta e produzir micotoxina em alta quantidade.


Além disso, a atenção a silagem é fundamental, porque o processo está susceptível à decomposição aeróbia, principalmente nas áreas periféricas do silo que são mais próximas à atmosfera e mais sujeitas à infiltração de ar.


Ou seja, a proliferação dos fungos pode continuar durante todo o período de estocagem e chegar ao momento de abertura com elevada população, podendo vir acompanhado da produção de micotoxinas. Portanto, antes da ensilagem, é necessário dimensionar adequadamente os silos em relação à demanda diária.


Em 2017, por exemplo, um confinamento no Mato Grosso do Sul teve um prejuízo de mais de R$ 2 milhões com o falecimento de 1100 animais. A morte dos bois pode ter sido causada pela ingestão de milho mofado, com a presença do fungo Aspergillus flavus, que mata por causa de uma micotoxina.


Foto: Divulgação

Diante desse contexto de gestão de riscos na agropecuária, além do aspecto alimentar citado, é importante ressaltar também que os pecuaristas, têm a oportunidade de contratação do seguro pecuário para o rebanho de corte e leite ou seguro de animais para os de elite. As taxas para calcular o custo das apólices são em média 4,5% a 7% do valor do animal, que variam conforme a raça, idade e a região onde está a propriedade.


O produtor ao contratar o seguro protege o seu plantel contra morte decorrente de envenenamento, intoxicação e ingestão acidental de corpo estranho, além de acidentes, doenças, asfixia por sufocamento ou submersão, eletrocussão, incêndio, insolação, luta, ataque, picada ou mordedura de animais, parto ou aborto e até eutanásia determinada por médico veterinário.


O benefício é a tranquilidade e a manutenção da atividade protegida, cujas principais causas de morte dos animais são amparadas pela apólice.


Bruna Goulart, é Engenheira Agrônoma & Corretora de Seguros, Fundadora do Info Seguro Rural.


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