Seguro Agrícola - Tecnologia

Por: Bruna Goulart

Publicado em 02/04/2020


O agro está cada vez mais tecnificado, permitindo que os produtores rurais reduzam custos, gerenciem melhor os riscos e os resultados. A utilização de tecnologias de sensoriamento remoto, que de forma simplificada, é definida como a aquisição de informações sobre um objeto ou qualquer fenômeno sem fazer contato físico com o que está sendo analisado, tem inúmeras aplicações, incluindo fotografia, topografia, geologia, e muito mais, favorecendo significativamente a agropecuária ao realizar o monitoramento em tempo real.


Para o desenvolvimento do agronegócio, produtores e gestores precisam dessa agilidade e praticidade para as informações serem efetivas, por isso, o sensoriamento remoto permite reunir dados simples e intuitivos em um único sistema que facilitam o entendimento dos processos. Em situações de danos às culturas, é uma importante ferramenta para visualização das áreas e para determinar exatamente quanto foi danificada e o desenvolvimento do restante, inclusive, possibilitando a avaliação das condições de sanidade e estresse das plantas, já que o sistema possibilita monitorar os padrões climáticos, incluindo parâmetros relacionados à estiagem e precipitação.


Sendo assim, a tecnologia permite o acesso a informações importantes para melhorar diversos processos da produção agrícola, inclusive auxiliando na questão das adversidades climáticas que são ameaças para a rentabilidade do produtor rural, no qual abrange também os desafios que envolvem o seguro agrícola, já que os tradicionais modelos baseados em dados históricos (muitas vezes insuficientes) e os de tendências podem não ser satisfatórios e viáveis, até mesmo para uma precificação assertiva.




As seguradoras precisam ter informações sobre os riscos que as culturas enfrentam para criação de produtos que sejam atuarialmente consistentes, já que muitas vezes a baixa cobertura de seguro em algumas culturas ou municípios mostra a necessidade de melhores bases climáticas e históricas. Com isso, novos modelos de seguro para tratar o risco tende a ganhar mais espaço. O seguro paramétrico, por exemplo, reduz a necessidade de avaliações e operações onerosas, pois utiliza dados em tempo real de satélites e avaliação contínua de riscos, com indenizações acionadas por limites baseados em um índice, seja meteorológico, pluviométrico ou outros, mesmo antes de causar danos a produção agrícola.


Em relação a políticas agrícolas, a título de exemplificação, cito o plano de seguro agrícola do governo da Índia, que espera aumentar a cobertura para aproximados 40%, no qual o uso da tecnologia é uma parte importante de suas operações. Recentemente aqui no Brasil, foi lançado o Programa Agir – Agro Gestão Integrada de Riscos (ProAgir), um projeto estratégico do MAPA, cujo o objetivo é integrar ações relacionadas à gestão de risco climático e acesso à informação, aliados a inovação tecnológica.


Portanto, dentro da tecnologia, há oportunidades para as seguradoras garantirem resultados, lucratividade e infraestrutura para as operações de seguro rural, com benefícios na obtenção de acesso aos dados, aumentando assim sua relevância em novos mercados, elevando a produtividade e diminuindo os riscos em suas operações, pois ajuda a evitar perdas e reduzir sinistros que contribui também para o interesse dos produtores já que soluções eficazes e acesso a contratações mais ágeis, garantem produtos mais aderentes. Além de tudo, a aquisição dos parceiros nessa transformação agro-digital tem baixo custo e favorece no aumento da sua base de clientes com abertura de novos canais de distribuição.



A tecnologia está transformando e abrindo novas oportunidades no agronegócio. Convido aos leitores a deixarem comentários sobre o tema, linhas de negócios que podem se beneficiar com a agricultura 4.0, sobre empresas que fornecem soluções de monitoramento utilizando técnicas de sensoriamento remoto, e por fim, os principais desafios enfrentados pelo mercado de seguros agro e os envolvidos, como empresas rurais, instituições financeiras, governos, seguradoras e corretores que estão aí construindo e fortalecendo seus papéis em toda a cadeia.


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