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Estiagem no Rio Grande do Sul

Atualizado: 8 de jan. de 2023

São pelo menos 44 cidades que decretaram estado de emergência até a última atualização da Defesa Civil Estadual, divulgada na sexta-feira (07).




A estiagem que atinge o Rio Grande do Sul já causa 100% de perdas em lavouras de milho da safra 2022/2023. A situação é definida como crítica por analistas da Emater-RS que atuam nas regiões mais afetadas. Segundo o diretor técnico da instituição, Alencar Rugeri, a diferença está no período em que a falta de água ocorre.


"Ano passado, a estiagem começou mais tarde. Este ano, pegou a fase de enchimento de grãos, trazendo muito mais perda ao milho. Os prejuízos já consolidados pela instituição oscilam entre 30% e 100% dos milharais.

A escassez hídrica atinge todas as regiões do Estado. Salva-se, ainda, apenas a parte Nordeste. Os maiores danos estão na Metade Oeste. Em Maçambará, estimam-se perdas entre 70% e 100% nas áreas de sequeiro e de 30% nas irrigadas. Em São Gabriel, o índice chega a 60%, apesar do replantio de algumas áreas.



As solicitações de Proagro seguem em crescimento na regional de Ijuí. Com perdas entre 30% e 100% das plantações, técnicos já contabilizam mais de 50 áreas periciadas.


A escassez hídrica também não permitiu que a semeadura da soja fosse concluída. A principal dificuldade está na falta de umidade das áreas, até agora, 96% implantadas. Verifica-se o replantio do grão em algumas regiões, como na de Ijuí, especialmente em Joia e em Santa Bárbara do Sul.


Em Santana do Livramento e em Rosário do Sul, as lavouras apresentam evidências de estresse hídrico e térmico, com grandes falhas de estande. Em Manoel Viana, a estimativa de perda na oleaginosa chega a 20% e, em Cerro Branco, a 25%, conforme a Emater.



A situação é seríssima. “A maioria dos pequenos e médios produtores não está conseguindo pagar os contratos com os bancos e está acumulando dívidas.



Fonte: Correio do Povo / Globo Rural

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