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Chuvas geram perdas de R$ 60 milhões para a uva produzida no Vale do São Francisco


Imagens: Reprodução da Internet



As chuvas que atingem a região do Vale do São Francisco (polo de fruticultura no país) estão gerando grandes perdas, principalmente na viticultura.


“Estimamos que em torno de 50% da produção de uva está comprometida, um prejuízo de aproximadamente R$ 60 milhões” considerou Flávio Diniz, gerente executivo do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (PE) para o Globo Rural.

Segundo ele, em um universo de 5.800 produtores de uva e de manga da região, em torno de 2.600 tiveram as propriedades atingidas. Só entre os meses de outubro e novembro, foram mais de 530 mm de chuva no Vale.

Por ser mais sensível, a uva (carro-chefe da produção em Petrolina ) foi a cultura mais prejudicada, com parreirais inteiros danificados. Da uva já comprometida para o programa de exportação mantido pelos produtores, em torno de 15% a 20% não serão enviados para os compradores, especialmente Estados Unidos e Europa.


O presidente do sindicato observa que além das perdas na produção, parte da uva que ficar nos parreirais estará sem qualidade para exportação. Em torno de 40% a 45% da produção de uva da região é destinada ao programa. A manga, que está em final de safra, também terá um prejuízo com perdas de 10 a 15 toneladas, segundo estimativas do sindicato.


“Será um prejuízo de cerca de R$ 35 milhões”, avalia Diniz.

A situação se repete em Juazeiro (BA), que compõe, junto com Petrolina, a região denominada Vale do São Francisco. Os produtores de uva têm estimado em torno de 40% a 50% de perdas, assim como os de manga calculam em torno de 30% de perdas.

A manga que normalmente é vendida entre R$ 0,90 a R$ 1,00 o quilo, já estava sendo comercializada a R$ 0,30 o quilo pelo produtor, devido à perda de qualidade. Além disso, há previsão de atraso no processo produtivo da próxima safra.


E o seguro? A região tem pouca chuva normalmente, mas quando chove o volume costuma ser alto, mas poucos produtores possuem seguro na região, assim muitos acabam buscando alternativas para tentar diminuir os danos, como fazer uma cobertura de lona plástica ou saquinhos para evitar a chuva direta no fruto.


Uvas na região de Petrolina protegidas por sacos microperfurados e translúcidos que ajudam na incidência de Luz, diferentemente dos sacos opacos, são utilizados para proteger o fruto das intempéries (chuva) e bastante eficiente contra moscas.




Na sua opinião, quais as principais razões que justificam o baixo índice de contratação de seguros agrícolas nesta região ?

  • Produtos não aderentes e/ou pouco ofertados.

  • Produtores sem informações sobre os seguros.

  • Faltam corretores e seguradoras que entendam essa realidade.

  • Um pouco de cada!


Fonte do texto: Redação Globo Rural

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