As pressões que os agricultores enfrentam impactam a saúde mental e o bem estar.

Os produtores rurais estão sob incrível estresse financeiro, legal e emocional. Falências, dívidas, depressão e até suicídio são algumas das consequências trágicas dessas pressões.



Embora não seja fácil quantificar o número de indivíduos que vivem com problemas de saúde mental na agricultura, acredita-se que os níveis de depressão no setor estejam aumentando. Estudos revelam que a morte de homens e mulheres por suicídio na atividade rural é maior que em outras profissões e vem aumentando ano a ano, não só no Brasil como em outros países. No Reino Unido, por exemplo, aproximadamente um trabalhador rural morre por suicídio todas as semanas, quase o dobro da média nacional.


De acordo com uma pesquisa realizada no ano passado nos Estados Unidos, os agricultores e trabalhadores rurais entrevistados disseram que questões financeiras (91%), problemas agrícolas ou comerciais (88%) e medo de perder a fazenda (87%) afetam a saúde mental. Outros fatores incluem estresse, clima, economia, isolamento e estigma social. Isso prova que o meio rural sofre não apenas economicamente, mas também emocionalmente.


O agronegócio é gratificante, mas também pode ser desgastante, especialmente porque as causas do estresse são muito diferentes de outras ocupações. Apesar de não haver uma causa única, como citado em pesquisas, a própria condição da agricultura, a natureza isolada e muitas vezes solitária do trabalho, as tensões familiares, combinada com as incertezas sobre o clima, mercado e, por fim, a segurança financeira, são aspectos considerados de influência.



Fatores que estão além do nosso controle como o clima, tendem a levar a níveis elevados de estresse. Já pensaram o quanto é frustrante estar sujeito a algo que você não controla diretamente?



Outro ponto interessante, é que a agricultura ou pecuária para muitos produtores rurais são mais que uma moradia, ou ocupação, torna-se uma identidade. Se um estilo de vida que alguém escolheu está ameaçado, isso também é muito estressante.




Embora tais questões emocionais sejam, naturalmente, apoiadas por especialistas, o suporte de um gerenciamento de risco eficiente no agronegócio é fundamental.


Além da estabilidade da renda do produtor e diversos outros benefícios na gestão da sua propriedade como indutor de tecnologia, investimento e permanência na atividade, o seguro rural proporciona um pouco mais de tranquilidade, já que os negócios e meios de subsistência estão protegidos.

Importante também destacar que a agricultura, de forma geral, tem um cunho muito familiar e se esses relacionamentos não forem bem conduzidos, se tornam uma fonte adicional de tensão, daí entra também o planejamento sucessório como um dos elementos essenciais para a gestão.


Tudo isso, vale a reflexão, pois tão importante quanto cuidar do seu negócio é ter atenção com a própria saúde e bem-estar. Deixe a sua opinião sobre o tema ou se você conhece redes de apoio locais, ou estudos/pesquisas nacionais sobre o assunto.




Por: Bruna Goulart - Engenheira Agrônoma e Corretora de Seguros Agro






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