A importância do Seguro Pecuário no Brasil



Com o maior rebanho comercial do mundo e o segundo em número de cabeças, o Brasil vem ganhando força e consolidação no mercado exterior, isso atrelado ao constante processo de modernização intensa, da comercialização em larga escala e da rigorosa exigência dos consumidores, que elevam suas cobranças aos pecuaristas, que necessitam cada vez mais de profissionalização, ferramentas de suporte e segurança.


A pecuária é dotada de particularidades que a tornam arriscada ao produtor quando comparada a outras atividades : a submissão ás condições climáticas, a volatilidade de preço, tanto da arroba quanto do leite, o caráter biológico da produção, a crescente necessidade de tecnificação e melhoramento genético, são fatores inerentes ao negócio e merecem atenção especial quanto á gestão dos riscos envolvidos.


Para uma produtiva criação de gado é necessário que haja o investimento em uma eficiente administração financeira e mão de obra. O sucesso nessa gestão é obtido através de funcionários capacitados com amplo conhecimento dentro e fora das porteiras, com aplicação e uso de boas práticas visando o bem-estar anima, buscando o investimento em animais com valor genético e maquinário/equipamentos específicos e de qualidade.


Hoje o mercado dispõe de ferramentas que auxiliam o produtor nesta gestão, desde softwares que monitoram todo o processo por meio de imagens de satélite e indicam qual o melhor momento para irrigação e disponibilidade de forragem no pasto, para vender os animais confinados, até seguros empresariais, e em menor escala o seguro pecuário, que reduz os riscos do principal ativo do produtor, que são os animais.


Ao contratar o seguro pecuário, tanto para animais de elite quanto para o rebanho, o produtor terá a garantia de indenização caso algum animal venha a óbito pelos riscos cobertos na apólice de seguro, minimizando assim os prejuízos e permitindo a perpetuidade na atividade e tranquilidade nos investimentos realizados. Alguns destes riscos são comuns e acontecem corriqueiramente, de maneira individualizada, como picada de cobra, ou em grande escala como intoxicação e principalmente raios.


Por se tratar de uma modalidade nova e pouco difundida, o desconhecimento faz com que os produtores não busquem essa ferramenta de mitigação de riscos, que deve ser encarada como parte do custeio de produção e não como custo extra.


Para calcular o custo do seguro, também chamado de prêmio a ser pago, leva-se em consideração a raça, idade, região onde está localizada a propriedade e o tipo de criação realizada, como gado de corte/leite, extensiva, semiextensiva e confinamento. No caso de rebanho, a mortalidade é um dos parâmetros mais importantes para a realização dessa precificação. Para tanto, é importante que o pecuarista tenha um controle rigoroso do rebanho, com a quantificação específica e identificação pontual dos animais, permitindo assim o reconhecimento em caso de morte.


Em razão de ser uma modalidade enquadrada no Seguro Rural, a contratação do seguro pecuário possui isenção de taxa do IOF e a aplicação do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural(PSR), que oferece a oportunidade de segurar sua criação com custo reduzido, por meio de auxílio financeiro do Governo Federal e de alguns Estados e Municípios. Isso pode chegar a atualmente a um auxílio de 72,5% do custo de seguro, respeitando-se os limites estabelecidos para o CPF/CNPJ no ano, a condição cadastral do produtor e o calendário anual de distribuição desse recurso.


Diante disso, a contratação do Seguro Pecuário mostra-se vantajosa para o negócio, sendo recomendado aos produtores que buscam um corretor habilitado para cotação da melhor modalidade securitária para o seu negócio.


Barbara Santana*

*Agribusiness Underwriter na Fairfax Seguros Corporativos S/A.

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